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.......................................Espaço de Educação Musical para pais, alunos, amigos e colegas de profissão da professora Luciana.
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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Aula 25 - Maternal, Infantil I, II e III - Os sons da água (atividade sensorial)

Sobre o tema da aula

Poucas coisas dão tão certo juntas como a fórmula água + criança. Embora requeira o olhar atento de um adulto para garantir a segurança, a brincadeira com água é um dos estímulos mais ricos que a criança pode experimentar, uma vez que todos os seus sentidos são convidados a diversas descobertas.

Já trabalhamos os sons das águas e das criaturas da água em aulas anteriores, através de músicas e instrumentos temáticos, mas desta vez eu planejei uma atividade mais sensorial, que não envolvesse tanto a música externa, orientada, mas a música que as próprias crianças pudessem criar através de um ambiente preparado. Essa experimentação sonora que vem delas mesmas, é algo marcante, profundo, e que constrói um repertório de ideias criativas que serão, futuramente, utilizadas para fazer música formal. O objetivo desta aula foi promover o contato da criança com a água de diversas maneiras, para que a produção de sons ocorresse de forma natural, espontânea. Mais importante que ser apontado, na aula de hoje, o som criado pela criança deveria ser sentido. Meu papel hoje foi apenas oferecer diversos instrumentos para que a interação entre água e som ocorresse com encanto e alegria. Incidentalmente comentávamos sobre as caracertísticas dos sons que elas produziram: grave, agudo, longo, curto, forte, fraco, diferença de sons e texturas... mas a tônica foi "ouvir com corpo" e "tocar com o coração".

A aula foi um sucesso!

Como foi?

Nossa piscina era pequena, então em todas as atividades dividi um grupo dentro da piscina, e outro fora, mas fazendo atividades relacionadas, e depois, revezávamos os grupos. Começamos com os tambores.

Os que ficaram dentro da piscina, tocaram tambores de água próprios para esse ambiente. Eles produzem sons diferentes se tocados dentro ou fora da água (na verdade, as crianças experimentaram tocá-loa té de ponta-cabeça kkkk). Coloquei também um "ocean drum", que é um tambor de mão cheio de bolinhas, que imita o som das ondas do mar.


Os que ficaram fora, construíram seus próprios tambores de água com potes plásticos, baquetas, água com anilina e muita experimentação (como soa se batermos embaixo, em cima, de lado, com a tampa, sem a tampa, com muita água,com pouca água...)


 A próxima atividades foi com instrumentos de sopro. Os que ficaram dentro da piscina, utilizaram flautas de água e de êmbolo (também funciona mudando o nível da água). O nível da água é que determina se o som será mais grave ou mais agudos. No caso dessas flautinhas, também é possível tocar cada nota musical da escala de dó, pois a flauta é graduada com essa intenção :-) Apaixonante, né?

 Os que ficaram do lado de fora utilizaram pedaços de conduíte (tubo oficialmente usado para passar fios elétricos em construções, mas muito utilizado por professores de musicalização também), a intenção era soprar a água para ouvir que som isso fazia, mas logo logo as crianças encontraram outras formas divertidas de usar os tubos: enchendo com água, juntando com as flautas, enrolando, batendo na água, passando a mangueira de água por dentro ahahahha


Bem, alguns do grupo de fora não ficaram tão fora assim, hehehe
 

Com squeezes e borrifadores, nós relembramos a parlenda do tubarão (livro-fantoche de plástico): "Tubarão está com fome, o que ele vai comer? Peixinho vira janta se não correr!", e nesse momento, deveriam jogar água no tubarão. Claro que sobrou pra tia Lu, que ficou toda molhada, hahahah Depois, muita experimentação para ouvir que barulhinho os squeezes e borrifadores podem fazer, sozinhos ou em contato com a água ou outros materiais.



Também utlizamos músicas para trabalhar o acompanhamento rítmico. Com os "Golfinhos Do - Ré - Mi" e o xilofone desmontável que bóia da água, cantamos "Peixinhos do mar". Você pode utilizar o áudio abaixo e pedir para as crianças tocarem no pulso da música enquanto cantam:



Com os golfinhos (quando se bate em suas cabecinhas eles apitam suavemente):


 Com o xilofone desmontável (que tb funciona como quebra-cabeça):


 Com chocalhos de mini-pet, feito com botões e continhas de bijouteria em formato de estrelas-do-mar, peixinhos, conchas, cavalos marinhos e outras criaturinhas marítimas:



Observe que, a cada nova atividade, nem todos os materiais da atividade anterior eram retirados, propositalmente, para que as crianças tivessem a liberdade de escolher como e com o que interagir, muitas vezes misturando dois materiais para criar um novo som.

Chegou a hora da nossa "Caça ao tesouro". Cada criança recebeu um copinho com tampa, e, ao sinal da tia Lu, deveriam procurar na piscina por pedrinhas brilhantes em formato de pedras preciosas, pegá-las com uma peneira, e colocar em seus copinhos para fazer um chocalho. Terminamos nossa aula cantando "Peixe Vivo" e tocando nossos chocalhos.


Um bom modo de terminar a aula é com uma nuvem de bolhas de sabão para serem estouradas com uma chuvinha feita pelas crianças, com a água da piscina sendo jogada para cima.



Dicas para pais

Os instrumentos musicais de brinquedos que utilizamos nesta aula foram comprados NESTA LOJA. Todos os instrumentos vem com pequenas partituras de plástico para a criança tocar no banho. O frete para o Brasil é em torno de cinquenta dólares. Os golfinhos são vendidos por fabricante brasileiro também (Golfinhos Dó Ré Mi) . Pense bem antes de jogar fora potes e copinhos plásticos que podem alegrar muitas brincadeiras!







Se quiser conhecer mais brincadeiras sensoriais que você pode fazer com seu filho (a), acesse ESTE LINK AQUI, e conheça mais sobre a proposta montessoriana.

Dicas para professores

Antes da atividade sensorial, converse com os alunos sobre os sons da água. O vídeo abaixo pode ser uma boa introdução. Você pode procurar mais sons da água acessando ESTE LINK e digitando "water" no campo de procura. Com esses sons pode fazer um joguinho de reconhecimento sonoro.


Caso não tenha, por exemplo, as flautas de água, pode fazer um experimento com copos ou garrafas com água para mostrar que o som pode ficar mais grave ou mais agudo, conforme varia a altura da água no recipiente. NESTE SITE há um bom vídeo para crianças explicando o experimento.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Aula 21 - Maternal e Infantil I - Plantinhas

Sobre o tema da aula

Crianças tem uma afeição natural pela natureza. E são muito curiosas quanto a ela. Se você as deixar livre num ambiente propício, elas são capazes de passar hroas explorando e conhecendo os detalhes da vida natural. Infelizmente no tempo em que vivemos, onde até os parques são por demais urbanizados, nem sempre as crianças tem a oportunidade de conviver e manipular elementos naturais, tão necessários à saúde do corpo e da alma: brincar com o sol, o vento, a água, as plantas, os animais. Nossa intenção com essa aula foi chamar atenção delas para o universo de sons que podem encontrar no movimento e na inspiração das plantas.

 Como foi?

Comece pedindo que fechem os olhos e ouçam os sons da natureza. No Youtube há vários vídeos com diversos sons do tipo: água, vento, chuva... mas nessa aula quisemos explorar o som das árvores. Se puder, arrume colchonete ou tapetes para eles deitarem e apenas ouvirem em silêncio. à medida que vão ouvindo, peça que atente para detalhes de um pássaro, do som do farfalhar das folhas, para a intensidade que varia, suave e forte... peça que imaginem como são essas árvores, se são altas, baixas, escuras, verdinhas, brilhantes, cobertas de flores ou frutas...


Peça que escutem a história que você vai contar (antes que durmam!). Primeiro interprete-a você mesma par que eles vejam, e depois conte novamente pedindo a particapação de todos. Repare que a história é cheia de movimentos, atente para cada um deles.

"Várias sementinhas pequeninas estavam escondidas no chão.(deitados de barriga para cima)
Elas dormiam um sono... dormiam um sono... sossegado e bom. (olhos fechados)
Veio a chuva e molhou as sementinhas. (mãos se agitam par acima)
E depois o sol brilhou lindo no céu. (mãos fazem um arco)
De repente, as sementinhas acordaram. (crianças sentam)
Devagarinho, devagarinho, as plantinhas começaram a aparecer. (Se movem para um lado e para o outro)
Esticaram os galhos e ficaram ajeitadas. (esticam os braços)
Depois cresceram, cresceram e enrroscaram-se no valar. (Crianças levantam girando em torno de si)
E cheinhas de flores, alegraram o quintal!" (crianças pulam e batem palmas)


  Agora é o momento perfeito para cantar esse clássico:


Com bolinhas plásticas, do tipo que se usa em piscina de bolinhas, eu fiz esses chocalhos. Mas coloquei materiais diferentes dentro deles. Neste momento da aula falamso sobre como as árvores nascem, e eu disse às crianças que algumas dessas bolinhas eram sementes de limoeiro (bolas com arroz) e outras eram sementes de jacarandá (bolas com guizos). Se possível, mostre imagens dessas árvores. Depois dê uma ou duas bolinnhas a cada uma e peça que descubram se a sua "sementinha" é de limoeiro ou de jacarandá. Enquanto elas fazem isso, cante "Meu limão, meu limoeiro".





A atividade a seguire ensina sobre as frases musicais. Na primeira frase, batemos com o cabinho do "mamãe-sacode" no chão, como se estivéssemos cavando um buraquinho para plantar a árvore. Na segunda frase, sacodimos ele para ouvir o barulhinho da chuva. Meus pequenos fizeram beeem diretinho :-)

Vou plantar.wma
 



Agora falamos sobre cravos e rosas. Trabalhei duas músicas com a mesma proposta: quando cantar sobre o cravo, a criança toca um instrumento, quando cantar sobre a rosa, a criança toca outro instrumento. Primeiro eu cantei a música abaixo, para demosntrar o que fazer.

No meio do canteiro
eu coloquei um caso e plantei um cravo
que cresceu feliz.
Vem ver que lindo cravo
é oc ravo branco
é o cravo branco 
que enfeita meu jardim.

No meio do canteiro
eu coloquei um vaso e plantei uma rosa
que cresceu feliz.
Vem ver que linda rosa
rosa amarela
rosa amarela
que enfeita o meu jardim. 

O cravo e a rosa, que era um tambor de mão com papel crepom ao redor, preso com fita. Nossa, mas que papada a minha, tenho que emagrecer, hahaha

 A seguir trabalhei a música "O cravo brigou com a rosa" para eles tocarem. Os instrumentos escolhidos foram a maraca e o martelo sonoro.



Na canção a seguir trabalhamos a forma A - B. Embora isso seja bem simples, a levar a criança perceber isso musicalmente é uma conquista significativa para que ela mesma possa, num estágio posterior, fazer suas composições de forma estruturada. Cada criança ficou com um lenço e uma maraca em forma de flor na mão. Conforme a parte elas agitaram um ou outro.



Olha rosa amarela
tão mimosa e tão bela
Olha rosa amarela
tão mimosa e tão bela

Iaiá meu lenço
pra me enxugar
essa despedida 
já me fez chorar 




Fizemos uma roda com a música abaixo. Na primeira parte rodamos a roda grande, na segunda parte, separamos as crianças em pares para rodar.


Entrei num jardim com flores.wma  





A música abaixo foi herança do meu curso de música, nas saudosas aulas de musicalização do professor Flávio Medeiros.Com ela podemos trabalhar a escala musical, a percepção de grave e agudo, e também introduzir a questão: do que as plantinhas precisam para crescerem bonitas?



Emendamos com a música abaixo para fazer um jogo: separe três grupos de instrumentos diferentes, em quantidade que cada criança possa ter um. Se puder, coloque cada grupo sobre um tapete com uma palavra a qual eles representarão: ÁR, ÁGUA, LUZ. Explique às crianças que quando você pedir AR, elas deverão fazer o som daquele isntrumento, e assim sucessivamente. Depois devem recolocar os instrumentos no liugar e a brincadeira recomeça.

As plantas.wma

Sou uma planta, preciso de você (2x)
Sou uma planta preciso de (ar, água, luz)
e solo pra viver.


Aproveitando que estão com o instrumento, estabeleça uma célula rítmica simples para eles tocarem em cada resposta da música POMAR, da Palavra Cantada (a pergunta é a fruta e a resposta é o nome da árvore que dá a fruta).




Dicas para pais

As cantigas de roda, além de proporcionarem socialização, também desenvolvem a coordenação motora em crianças pequenas. Pode parecer simples para um adulto, mas cantar e andar, ritmicamente, "acertando o passo" de modo a fazer a roda girar, é um grande desafio para uma criança. O que parece apenas uma brincadeira vai ajudá-la, futuramente a coordenar os movimentos para ler, escrever e praticar esportes.

Tire tempo para brincar de roda com seu filho, se possível com a família toda. Tente lembrar das cantigas de sua infância. Você pode começar desenhando um círculo no chão com giz para ajudá-la a compreender que a roda faz um círculo. Depois que já estiver conseguindo roda em sincronia, acrescente movimentos de pular, agachar, bater palmas.... e boa diversão!

BAIXE AQUI CDs de cantigas de roda. Você vai precisar do programa WinRar para descompactar os arquivos, e extrair as músicas deles.



Dicas para professores

Uma música que pode ser trabalhada com esse tema é "A Linda Rosa Juvenil". Primeiramente, faça um pequeno teatro de fantoches, contando a história narrada pela música. Depois explore cada personagem, seus gestos, sua atuação. Você pode encená-los de forma coletiva, com a participaçao de todos em roda, ou individualmente como no vídeo a seguir. O resultado pode ser apresentado em alguma festividade da escola como culminância de um projeto sobre plantas, flores ou natureza.



terça-feira, 18 de setembro de 2012

Aula 20 - Maternal e Infantil I - Feira

Sobre o tema da aula

Um dos objetivos mais importantes a trabalhar na musicalidade da criança na Educação Infantil, é a percepção de paisagens sonoras. Fazê-la entender que há um mundo de sons com significado ao seu redor, e levá-la a atentar neles seguindo critérios musicais: timbre, altura, duração, textura, etc.
Muitas crianças vivem dentro de universos limitados demais, basicamente inseridas no lar e na escola, e é dever do professor proporcionar a experiência com outras paisagens sonoras, que possam enriquecer seu repertório de sons e refirnar a percepção desses, de modo que possam vir a ser usados com uma atitude criativa numa fase posterior.
Saber ouvir é o primeiro grande passo para ser um bom músico, e mais que isso: um bom ser humano.
Nesta aula escolhemos a paisagem sonora da feira porque ela é muito rica e porque algumas crianças nunca foram em uma, mesmo tendo ideia do que ela seja. Trabalhar o universo da feira com as crianças é ajudá-las a completar as peças de um quebra-cabeças do mundo em que vive. Aprofundar-se em temas da cultura popular é sempre um exercício de humanidade e sensibilidade. E é essa sensibilidade que queremos fazer aflorar, quando elas estiverem com as ferramentas musicais nas mãos.

Como foi?

Iniciamos fazendo uma sondagem com as crianças, procurando saber que conhecimento previo elas tinham do tema FEIRA. As crianças do Infantil I já conseguiram expressar muitos fatos interessantes, e algumas disseram já ter ido à feira com o pai, a mãe ou o avô. Perguntamos o que elas viram e ouviram lá. E em seguida falamos de uma feira especial que fica em nosso estado, Pernambuco, e que foi cantada pelo grande mestre Luiz Gonzaga: a Feira de Caruaru. O Clipe abaixo ajudou a ilustrar a música e despertou outros comentários das crianças. A ideia inicial é essa mesma: instigar.


Depois cantamos uma música de movimento corporal bem conhecida das crianças. Eu gosto de mostrar músicas novas, novos estilos, mas de vez em quando é bom resgatar uma música infantil que elas cantem a plenos pulmões. Esta em especial trabalha o esquema corporal e é divertida.



 
(E a formiguinha subiu no meu nariz)

Fizemos um mini circuito de psicomotricidade que chamamos de "caminho da feira". As crianças tinham que passar dentro do bambolê, e depois pular sobre os tapetes ao som de uma música (Vamos à feira - Hardy Guedes - Pra Cantar na Escola).

 

Em seguida apresentei a eles um coco - instrumento musical de percussão - , falando que era um fruto que se vendia na feira, e que depois de usado ainda podia servir para fazer música. Pedi que escutasse o som do coco e depois cada criança recebeu seu "coquinho" feito de garrafa pet. O passo a passo está abaixo. Batemos os coquinhos marcando o pulso da parlenda cantada em ritmo de baião:

"Macaco foi à feira
não tinha o que comprar:
comprou uma cadeira
pra comadre se sentar.
A comadre se sentou,
a cadeira escorregou,
coitada da comadre
foi parar no corredor."


 A atividade seguinte foi de intensidade. Falamos sobre os bordões que se ouvem nas feiras, com os feirantes gritando preços, promoções, frases engraçadas, tudo para chamar atenção dos frequeses. Separei potinhos plásticos em formato de frutas coloridas (vende-se em lojas de utilidades domésticas), e em alguns coloquei uma tampinha de garrafa PET, e em outras, cinco tampinhas. Mostrei às crianças e disse: "A fruta que custa R$ 1,00 tem 1 tampinha dentro. Vamos ouvir o som dela? (fraco). A que custa R$ 5,00 tem 5 tampinhas dentro, vamos ouvir? (som forte)". Agora perguntei à cada criança se a fruta que eu tinha na mão custava R$1,00 ou R$ 5,00. Obviamente, mesmo as que erraram receberam as frutas para que cantássemos a música seguinte. Na aula de música, respostas "certas" são o que menos importa.



Utilizei uma música do Professor Bahia - "Eu sou o comprador de frutas".

Eu sou o comprador de frutas
Que fruta que você quer? (bis)
Eu quero comprar (___nome da fruta___)

A criança que estivesse com a fruta na mão, colocava esta de volta no saco para guardá-la. As outras continuavam chacoalhando suas frutas no ritmo da música. O final da música diz: "Eu quero fazer salada", e todas as crianças guardam suas frutas.



A seguir, uma atividade de concentração: o andamento na linha montessoriana. Montessori foi a pedagoga que desenvolveu esta atividade, leia mais sobre ela AQUI. Os objetivos musicais são trabalhar a concentração, coordenação e percepção rítmica, já que as crianças tem que andar em cima de uma linha, num andamento pré-determinado (neste caso foi por uma música), equilibrando um objeto, que no nosso caso foi um pratinho com uma fruta ou verdura dentro: era o desfile dos feirantes. Como foi a primeira vez que fizemos esse tipo de atividade, as crianças mais novas tiveram um pouco de dificuldade, e às vezes deixaram cair as frutas ou saíam da linha... mas foi divertido mesmo assim.





Com a música abaixo (mais uma do Professor Bahia - Jogos Cantados), podemos falar sobre os doces populares que são vendidos na feira. Se não puder conseguir alguns (que as crianças adorarão provar), leve fotografias. Aqui em Recife tem o "Nego bom", o "Doce japonês", "cocada", "puxa-puxa", o "Cavaco chinês" e o "pirulito de tabuleiro", por exemplo. Imite os bordões dos vendedores desses doces. No caso do cavaco chinês, é comum que o vendedor use um triângulo para anunciá-lo. Os antigos carrinhos de sorvete tinham buzinas que anunciavam sua passagem. Esses sons, se não forem preservados na memória cultural de nossas crianças acabarão desaparecendo da paisagem sonora de nossas cidades. Aproveite a música também para fazer uma atividade com colagem de palitos de picolé.


O boneco pirulito.mp3

(Cole palitos nos braços e pernas do boneco pirulito)

Pirulito de tabuleiro - receita AQUI


(Vendedor de cavaco chinês tocando triângulo)


Dicas para pais

Ir com as crianças à feira ou ao mercado pode não ser o programa que você mais deseje fazer ao lado do seu filho. Muitas vezes as crianças ficam entediadas e começam a correr, pegar guloseimas e "tirar o juízo" dos pais enquanto esses tentam terminar as compras.
No entanto o mercado ou a feira podem ser atividades cheias de estímulos enriquecedores. A dica é manter as crianças ocupadas. Para isso:
- Leve uma cestinha de brinquedo ou sacola paa a criança e, antecipadamente, faça a sua própria "lista de compras", por exemplo: 1 doce, 1 biscoito, 1 iogurte, 1 fruta, etc. Deixe que ela escolha (se for possível explique quais os critérios para escolher, você vai se surpreender em como elas aprendem rápido) e coloque em sua cestinha.
- Com as maiores é possível explicar sobre preços, cédulas... com as menores é possível treinar a contagem. Peça ajuda dela para colocar as frutas no saco e contá-las. Dependendo do grau de desenvolvimento você pode pedir para contar de dois em dois, três em três, somar, etc.
- Para bebês e crianças pequenas, uma feira pode proporcionar maravilhosas experiências sensoriais. Ajude-a a descobrir a diferença entre doce, azedo, amargo, a sentir as dierentes texturas das frutas (áspero, macio, rugoso, escamoso, fofinho, liso, fino, grosso), os cheiros e, claro, os sons!
- Em feiras populares é muito comum ter uma banquinha com brinquedos artesanais,feitos de madeira ou material reciclado. Que tal fazer esse mimo ao filhote?

Dicas para professores

A ideia dos cocos de garrafa PET eu tirei da revista "Guia Prático apra professores - Música 1". Eu só mudei uma coisa: ao invés de passar ferro nas bordas, fiz o acabamento com fita adesiva colorida, e sinceramente achei muito melhor, porque mesmo com as bordas dobradas para dentro elas ainda ficam um pouco cortantes, e a fita adesiva protege bem. Ah, coloquei uns aplique de EVA por dentro também :)


(Clique para ampliar)